Figuras Sonoras
- 1 de nov. de 2017
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Na língua portuguesa existem determinadas figuras de estilo que combinam elementos sonoros e que são bastante utilizadas em textos, discursos e poemas. Essas figuras são representadas por fonemas com objetivos simbólicos e têm a intenção de soar agradavelmente aos nossos ouvidos.
Chamamos de figuras sonoras aquelas que estão relacionadas com os aspectos fonéticos e fonológicos das palavras. São elas: aliteração, assonância, paronomásia e onomatopeia.
A aliteração consiste na repetição de um fonema para sugerir acusticamente algo que temos em mente. Observe o exemplo no trecho da música “Ode ao rato”, de Chico Buarque:
“(...) Rato Rato que rói a roupa Que rói a rapa do rei do morro Que rói a roda do carro Que rói o carro, que rói o ferro Que rói o barro, rói o morro Rato que rói o rato Ra-rato, ra-rato Roto que ri do roto Que rói o farrapo Do esfarra-rapado Que mete a ripa, arranca rabo Rato ruim Rato que rói a rosa Rói o riso da moça E ruma rua arriba Em sua rota de rato (...)”.
A assonância consiste na repetição proposital de sons vocálicos idênticos ou semelhantes. Observe o exemplo no poema Aos principais da Bahia chamados os Caramurus, de Gregório de Matos:
“(...) A linha feminina é carimá
Moqueca, pititinga, caruru
Mingau de puba, e vinho de caju
Pisado num pilão de Piraguá.(...)”
A paranomásia consiste no emprego de palavras parônimas, cuja sonoridade é semelhante, apesar de apresentarem significações diferentes. Observe o exemplo na música Qualquer coisa, de Caetano Veloso:
“(...) Berro pelo aterro Pelo desterro Berro por seu berro Pelo seu erro Quero que você ganhe Que você me apanhe. Sou o seu bezerro Gritando mamãe (...)”.
A onomatopeia consiste no emprego de um fonema em uma palavra com a intenção de descrever acusticamente um objeto pela ação que exprime, frequentemente traduzindo vozes dos animais ou os sons das coisas. Observe o exemplo no poema O relógio, de Vinicius de Moraes:


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